Estreia Triunfante no Festival de Veneza
O cineasta Walter Salles está de volta aos holofotes internacionais com seu mais novo filme, 'Ainda Estou Aqui'. A produção estreou no prestigiado Festival de Veneza no dia 1º de setembro de 2024 e foi recebida com uma ovação de pé que durou 10 minutos. Esse feito não só celebra o talento de Salles, mas também coloca o cinema brasileiro em destaque num dos eventos mais importantes da sétima arte.
O longa é baseado no livro homônimo de Marcelo Rubens Paiva e se passa no Rio de Janeiro dos anos 70. Ao trazer para a tela grande a complexa e comovente história da família Paiva, Salles envolveu o público em uma narrativa que mistura drama, superação e a busca por uma nova identidade após uma devastadora tragédia.
Elenco Estelar e Colaborações Marcantes
A força de 'Ainda Estou Aqui' não reside apenas em seu enredo poderoso, mas também no elenco de peso. Fernanda Torres e Selton Mello dão vida aos protagonistas da trama, enquanto a lendária Fernanda Montenegro faz uma participação especial, enriquecendo ainda mais o projeto com seu talento inesgotável.
Este filme marca a terceira colaboração entre Salles e Torres, uma parceria que rendeu frutos notáveis em 'Terra Estrangeira' (1995) e 'O Primeiro Dia' (1998). Também é uma reunião significativa com Montenegro, cuja atuação em 'Central do Brasil' (1998), dirigida por Salles, é lembrada com carinho e admiração pelo público e pela crítica.
Uma História de Superação e Reinvenção
No centro de 'Ainda Estou Aqui' está a família Paiva, formada por Rubens, Eunice e seus cinco filhos. A tranquilidade de suas vidas é quebrada por um ato de violência que altera para sempre seu destino. Eunice, interpretada por Fernanda Torres, é forçada a se reinventar para proteger seus filhos e garantir um futuro para a família.
A trama aborda temas universais como a resiliência e a força do espírito humano diante das adversidades. A atuação de Torres, combinada com a direção sensível de Salles, promete emocionar e inspirar o público ao redor do mundo.
Recepção Crítica e Expectativas
Após a exibição em Veneza, a recepção foi extremamente positiva. Críticos aplaudiram não só a execução técnica impecável, mas também a profundidade emocional que o filme transmite. A ovação de 10 minutos é um testemunho claro do impacto que 'Ainda Estou Aqui' teve na audiência do festival.
Com uma estreia tão promissora, as expectativas para o lançamento mundial do filme são altas. Embora a data de estreia nas salas de cinema ainda não tenha sido divulgada, a divulgação do teaser já alimenta a curiosidade dos cinéfilos e aficionados pelo trabalho de Salles.
O Impacto Cultural do Filme
Walter Salles é conhecido por sua capacidade de capturar a essência da alma brasileira em suas histórias. Com 'Ainda Estou Aqui', ele continua essa tradição, oferecendo uma obra que não só entretem, mas também convida à reflexão sobre momentos turbulentos da história do Brasil.
A produção tem o potencial de levar o público a uma jornada emocional intensa, enquanto também oferece um olhar crítico e humanizado sobre o impacto da violência e a importância da família. Esse equilíbrio entre o pessoal e o político é uma marca registrada de Salles, que mais uma vez prova ser um dos diretores mais importantes de sua geração.
O Futuro do Cinema Brasileiro
O sucesso de 'Ainda Estou Aqui' no Festival de Veneza é um sinal claro de que o cinema brasileiro continua a prosperar, mesmo em tempos de desafios. Esse reconhecimento internacional abre portas para outras produções nacionais e destaca o talento dos profissionais do Brasil na indústria cinematográfica global.
À medida que aguardamos a estreia do filme nos cinemas, resta-nos celebrar este momento de glória e torcer para que ele inspire muitas outras histórias a serem contadas e compartilhadas com o mundo. Com uma combinação de talento, visão e paixão, o cinema brasileiro certamente continuará a nos surpreender e emocionar.
6 Comentários
Esse filme parece ser um dos mais importantes da década. A forma como Salles lida com a dor sem cair no melodrama é quase milagrosa. Fernanda Torres tá numa outra dimensão, e a cena em que ela lê a carta pro Rubens... me deixou sem ar. Isso aqui não é cinema, é terapia coletiva.
É raro ver um filme brasileiro que não tenta se vender como 'exótico' pra estrangeiro. Aqui, a gente vê a vida real, suja, linda e resistente. Parabéns ao elenco e equipe por não terem medo de serem profundos.
Olha só o que o cinema brasileiro tá virando agora gente sério a gente não tá mais no tempo do Central do Brasil que era bom de verdade agora é tudo drama de classe média que acha que é revolucionário só porque a câmera treme um pouco e a trilha é de violão acústico sério que isso é arte ou só um monte de gente rica chorando na frente da câmera
10 minutos de ovação é exagero. Isso é marketing de festival. Todo mundo aplaude por obrigação, ninguém quer parecer ignorante. E o filme? Não tem nada de novo. É só o mesmo drama da família brasileira que já viu 20 vezes desde o século passado. Salles tá repetindo fórmula e a crítica tá com medo de dizer que tá cansado.
Adorei o elenco. Fernanda Torres e Selton Mello juntos de novo é um sonho. E a Fernanda Montenegro mesmo em poucos minutos, ela tá lá e muda tudo. O filme parece ter um coração enorme. Não precisa de efeitos, só de verdade. Isso é o que o cinema precisa mais agora.
Parabéns a todos que fizeram isso acontecer.
Se vocês não sabem, o livro do Marcelo Rubens Paiva foi escrito depois que ele perdeu o pai na ditadura e ficou 10 anos sem falar com a mãe. O filme é quase um diário visual disso. A cena do quintal com o cachorro que sumiu? É baseada num fato real. O próprio Marcelo falou isso numa entrevista pro Estadão em 2023. E aí, quem acha que é só drama, tá subestimando a profundidade disso aqui. Isso é história viva.
10 minutos de aplauso? Claro que sim. É o mesmo esquema de sempre: festival europeu + drama brasileiro = prêmio garantido. Eles só querem que a gente se sinta culpado por viver num país 'desigual'. A ditadura foi triste, mas isso aqui é um show de vitimização com orçamento de Hollywood. E aí, quem acha que é arte? É só propaganda política disfarçada de cinema. E o pior: o filme tá sendo financiado por fundos da UE. Isso não é cultura, é colonização cultural. 🤡